Farra na cadeia

A festa dos doze internos regada a bebidas alcoólicas e petiscos na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP), na Zona Leste de Manaus, pode ser ainda maior.
A festa dos doze internos regada a bebidas alcoólicas e petiscos na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP), na Zona Leste de Manaus, pode ser ainda maior e ter o envolvimento de mais agentes penitenciários. É o que acredita o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Amazonas, Epitácio Almeida. A farra, que teve fotos publicadas no Facebook, dia 26 de março, levou ao afastamento de três agentes e a exoneração do diretor da UPP, Otton Bittar.

De acordo com o presidente de Direitos Humanos da OAB/AM, a ideia de a festa na cadeia envolver mais agentes penitenciários é trabalhada na sindicância aberta para apurar o caso. "Nós trabalhamos sim com essa hipótese [de mais agentes envolvidos] porque entendemos que o que passou para dentro da cadeia foi muita coisa e pode haver sim, no desdobramento das investigações, denúncias a outros agentes", afirmou.

Epitácio Almeida descarta a possibilidade dos três agentes afastados terem sofrido ameaças dos internos para facilitar bebidas e celulares e acredita que eles se corromperam. "No interrogatório da sindicância, foi apurado que os agentes ofereceram as cervejas para os detentos. Não há ameaças, o que há é uma irresponsabilidade de pessoas que não podiam estar compactuando com isso", disse.Segundo Almeida, o próximo passo da sindicância aberta para apurar o caso é identificar quais são os envolvidos que devem ser punidos para não cair no risco de punir de forma coletiva. "Há uma necessidade de se individualizar a conduta porque não se pode sair dizendo que fulano sabia e outro também. É necessário identificar os culpados. Quem fez o quê e o que foi passado para dentro da cadeia", afirmou.

A realização de concurso público para agentes penitenciários é apontado, pelo presidente, como necessidade diante das festas na Unidade Prisional. "É necessário se fazer uma reciclagem com os agentes e também entendo que é hora de fazer um concurso público para agentes porque aí você tem pessoas mais qualificadas para fazer um controle mais rigoroso das pessoas que estão entrando e também dar continuidade aos serviços dessas pessoas, um acompanhamento mais próximo da secretaria de Justiça com a empresa que hoje lida diretamente com os presos", detalhou.
Fonte:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

>>Ultimas